O ativista/terrorista italiano Cesare Battisti foi libertado após decisão do pleno do STF. Não entendeu o tribunal a legitimidade da pretensão do governo italiano, entendendo ser a decisão, ainda, do presidente Lula eminentemente política.
Pois bem, não enxergo a questão que não seja pelo viés da retaliação. Depois da trapalhada da soltura do banqueiro Salvatore Cacciola em 2000, por decisão do ministro Marco Aurélio Mello, a Itália não procedeu à solicitação do governo brasileiro por sua extradição, sendo apenas em Mônaco satisfeito o pleito nacional.
A observação final é que inexplicavelmente o relator dessa última decisão, Gilmar Mendes, posicionou-se a favor da extradição do italiano.